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O caso do psicólogo que pôs 3 caras que achavam ser Jesus para viver Juntos

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O caso do psicólogo que pôs 3 caras que achavam ser Jesus para viver Juntos

Mensagem por Admin em Qua Mar 14, 2018 5:09 pm



Você já deve ter ouvido histórias de pessoas internadas em hospitais psiquiátricos que acreditam ser personalidades famosas, como Napoleão ou a Virgem Maria, por exemplo. Também não é raro ouvir falar de sujeitos que vão parar nessas instituições e que estão completamente convencidos de ser o próprio Jesus Cristo. Tanto que, para você ter ideia de como essa confusão de identidade não é nada incomum, no final dos anos 50, um psicólogo maluco decidiu colocar três caras que pensavam ser o Nazareno para viver juntos para ver o que acontecia.




Experimento maluco

O experimento envolveu colocar três pacientes que acreditavam ser Jesus para morar juntos no Hospital Estadual Ypsilanti, situado em Michigan, e foi liderado pelo psicólogo Milton Rokeach. A intenção da experiência era ver se, ao colocar pessoas com distúrbios de identidade semelhantes, o conflito não ajudaria no tratamento — ou pelo menos era isso o que o pesquisador dizia...




Enfim, o fato é que os três Cristos foram morar juntos e, logo de início, o time de Rokeach se ligou que os caras tinham ideias diferentes sobre quem eles eram. Um dos pacientes, Joseph Cassel, se apresentava simplesmente como “Deus”, mas não achava ruim de ser chamado pelo próprio nome. Outro integrante do trio santo, Clyde Benson, dizia ter seis nomes no total, embora seus nomes vitais fossem “Deus” e “Jesus”.

Já o terceiro Cristo era Leon Gabor, que dizia que em sua certidão de nascimento constava que ele se chamava (se prepare...) Dr. Domino Dominorum et Rex Rexarum, Simplis Christianus Pueris Mentalis Doktor — ou algo como “Dr. Senhor dos Senhores e Rei dos Reis, Simples Garoto Cristão Psiquiatra” em latim — e que ele era a reencarnação de Jesus Cristo de Nazaré. Pois, como você pode imaginar, assim que os três foram colocados para morar juntos, as tretas para estabelecer quem era o verdadeiro Jesus começaram.

Conflitos e brigas

O experimento foi acompanhado se sessões de terapia — que Leon “Domino Dominorum” Gabor chamava de “tortura mental” —, e desde o início, os três homens não curtiram a companhia um do outro. O pior é que eles faziam tudo juntos, como dormir, se alimentar e até trabalhar (eles foram postos para ajudar em uma lavanderia), e discutiam o tempo todo. Uma das brigas, por exemplo, aconteceu porque um dos Cristos disse que Adão era negro e, quando outro Jesus discordou da afirmação, os dois saíram no tapa.



Vale destacar que ao longo da experiência, Rokeach e seu time manipularam os pacientes para que eles entrassem em conflito, e quando ficou claro que as brigas não estavam ajudando a melhorar o quadro dos pacientes, os psicólogos tentaram outras artimanhas. Eles começaram a fornecer recortes de artigos falsos de jornais aos três, assim como cartas de mentirinha enviadas pelo diretor da instituição a Joseph “Deus” Cassel, para ver como ele, que acreditava ser o Todo Poderoso, reagiria a cartas enviadas pela autoridade mais alta do hospital.

Além disso, os psicólogos inventaram uma esposa fictícia para Leon — um dos nomes que eles deram a ela foi Madame Mulher Yeti, para você ter uma ideia — e ficavam marcando encontros nos quais ele só levava bolo para ver como o pobre homem reagiria. No fim, em vez de os três entenderem que sofriam de distúrbios de identidade, o trio de Cristos aprenderam a conviver juntos e a até a fazer amizade.

Convivência pacífica

Na verdade, cada um dos pacientes começou a ver o outro como louco ou excêntrico — em vez de reconhecer o próprio problema —, e Clyde inclusive decidiu que seus companheiros estavam mortos e eram mantidos em “funcionamento” por máquinas que ficavam instaladas dentro de seus corpos. Em dado momento, Leon chegou a sugerir que se seus colegas estavam em um hospital psiquiátrico, então eles deviam ser birutas. Mas não confunda essa realização com um breve lampejo de razão, pois “Domino Dominorum” não se via como “louco”.




Surpreendentemente, o experimento durou de 1959 a 1961, e, no final, os três homens pararam de discutir sobre qual deles era o verdadeiro Jesus e simplesmente passaram a tentar viver em paz na companhia um do outro. Tanto que eles inclusive pararam de tocar em assuntos relacionados com religião ou suas identidades. Nenhum dos pacientes saiu curado da experiência e Rokeach escreveu um livro sobre o caso onde atribuiu uma explicação freudiana à questão, dizendo que os distúrbios eram resultado da confusão relacionada com sua identidade sexual.

O experimento inspirou a produção do filme “Three Christs” (ou “Três Cristos” em tradução livre), lançado no ano passado e, hoje, algo assim jamais seria permitido — por questões éticas e pela quantidade de furos na metodologia da pesquisa. Mas, se vale de algo, Rokeach admitiu anos mais tarde que, apesar de não ter conseguido curar os três Cristos, ele acabou curando um problema seu: sua convicção de que ele poderia mudar a mente de outros homens simplesmente manipulando suas rotinas uma e outra vez de forma onipresente e omnisciente, como se fosse um “Deus”.

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